quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A Escola, o lixo e a higiene pública na Torreira

Para quem chega ao pólo escolar da Torreira (Fregim) depara com um contentor do lixo e três ecopontos que prestam serviço público de recolha aos estabelecimentos de ensino – EB1, JI, cantina escolar –, às habitações contíguas e ao pequeno comércio existente na proximidade.
O contentor do lixo em referência fica exactamente à entrada da EB1, e não raras vezes fica completamente cheio. Nessas ocasiões – mais por falta de cuidado do que por aumento de produção –, o lixo fica a acumular no chão, e no dia seguinte de manhã surge espalhado, a dar péssimo aspecto e mau exemplo de higiene pública para todos.
Na quarta-feira (pp), mais uma vez, o lixo espalhado pelo chão perturbou de tal forma quem por lá passou, nomeadamente professores, alunos, funcionárias e pais, que o cenário não deixou que a escola ficasse indiferente ao que se passava à sua porta.
Enquanto a funcionária, Eulália Pinto, por sua própria iniciativa, fez o que competiria aos utentes e aos serviços de limpeza, apanhando, acondicionando e acamando o lixo, a coordenadora da EB1 da Torreira, professora Neide Teixeira, aproveitou o facto presenciado para junto dos seus alunos recordar regras de civismo e de higiene pública. Em contexto de sala de aula, reflectiram criticamente acerca do observado, enunciaram e escreveram algumas regras da forma correcta de depositar o lixo em atenção à necessidade de preservação do nosso meio ambiente. Algumas dessas regras, depois, foram colocadas no contentor pelos próprios alunos.
Nesta circunstância, todos ficaremos a ganhar se, por um lado, houver mais alguns cuidados no embalamento doméstico dos lixos e no seu depósito no contentor, mas também se revela necessário que os serviços de higiene e limpeza procedam com regularidade à sua recolha no lugar da Torreira da freguesia de Fregim.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Actividades com desfile em tempo de Carnaval

Os dias que antecedem o Carnaval, em que vamos entrar, na EB1 da Torreira (Fregim) têm sido marcados pela realização de actividades lectivas alusivas à quadra.
O Carnaval é comemorado nos três dias que antecedem a Quaresma. De acordo com a tradição cristã, a Quaresma é um período de quarenta dias, até à Páscoa, iniciado na Quarta-Feira de Cinzas, e corresponde a um tempo de jejum e abstinência. Portanto, antes da quarentena de sacrifício, o Carnaval era por tradição a última oportunidade para se cometerem alguns excessos que acabavam sempre em festejos.
Em contexto educativo, a época carnavalesca proporciona momentos em que as capacidades criativas dos alunos são mais incentivadas e exercitadas. Por isso as paredes das salas de aula, assim como os átrios, enchem-se de trabalhos coloridos, representações do imaginário relativo ao tema, produzidos pelos alunos: máscaras com utilização de diversos materiais, palhaços de muitos tamanhos, serpentinas, confetis, balões, e, principalmente, muita cor… preparando o desfile programado no Plano Anual de Actividades.
Este ano o tema do “desfile de Carnaval” era relacionado com o mundo e a cultura Árabe, o que previamente motivou uma preparação dos professores para darem a conhecer os seus trajes e costumes. O tema foi escolhido para ir de encontro à actividade “No tempo da Mourama”, que no final do ano irá ter lugar na sede do Agrupamento de Escolas de Vila Caiz, e que envolverá os diferentes níveis de ensino. Daí que, hoje (20 de Fevereiro de 2009), todos os alunos viessem para escola fantasiados de árabes.
O desfile de Carnaval foi realizado num trajecto realizado na envolvente da escola, percorrendo vários lugares, da freguesia de Fregim. No final do desfile, chegados à escola ainda houve tempo para brincadeiras com os alunos do Pré-escolar, também acabados de realizar as suas actividades carnavalescas no jardim de infância.
O tempo de sol que se fez sentir durante a manhã proporcionou que esta actividade tivesse sido plenamente concretizada, através da qual os alunos puderam vivenciar situações de alegria e divertimento enquanto vão aprendendo a tomar contacto com as nossas próprias tradições.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Uma estratégia do JI para articulação entre ciclos

O jardim de infância (JI) do pólo escolar da Torreira (Fregim) presentemente é constituído por três salas em funcionamento lectivo. São três educadoras e 65 crianças com idades compreendidas entre os três e os cinco anos.
Uma vez por mês, cada educadora desenvolve uma actividade com as suas crianças, destinada a ser partilhada com os alunos das demais salas do jardim. Essa actividade pedagógica, mensal, partiu da iniciativa das educadoras, no âmbito da programação do estabelecimento, começando por ser destinada aos alunos do Pré-escolar.
Entretanto, com o propósito de contribuir e promover a articulação e a sequencialidade inter-ciclos, aquela actividade mensal do JI está a envolver os públicos dos dois estabelecimentos de ensino, aproximando e levando à interacção com alunos e professores do 1.º Ciclo.
Neste âmbito, o teatro na escola é um recurso e uma estratégia pedagógica para fortalecer a auto-confiança e superar bloqueios e inseguranças. As crianças a frequentarem o ensino Pré-escolar estão na fase de vivenciar o processo de socialização e estabelecer amizades, e esta matéria foi a proposta escolhida para tratar com os alunos na actividade levada a efeito.
A educadora Conceição Medeiros preparou com os seus alunos uma peça de teatro sobre uma história que integra o Plano Nacional de Leitura, designada “Quero ser grande”. Para além de terem ensaiado a representação, também prepararam os diversos adereços necessários à representação, e até construíram um castelo para cenário.
A educadora Ana e as suas crianças ensaiaram e representaram a história da “Branca de Neve”. Também aqui houve lugar a preparação de adereços e cenários.
Depois de preparados os convites, alguns alunos acompanhados por uma auxiliar foram entregá-los aos colegas da escola do 1.º Ciclo.
No dia de realização da actividade, as salas do jardim de infância da Torreira (Fregim) ficaram repletas de meninos de ambos os estabelecimentos de ensino, num ambiente de muita alegria e muito talento que há por descobrir em cada um dos protagonistas.
No final da actuação do teatro “Branca de Neve”, os alunos do 1.º Ciclo presentes aceitaram o desafio de, também eles, representarem a peça. E, porque a história é bem conhecida de todos, não se saíram nada mal.
Esta realização conjunta levada a cabo no pólo da Torreira (Fregim), entre JI e EB1, começa a ser muito aguardada por todos, enquanto se dá sentido a que a 'articulação' entre ciclos aconteça.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Uma experiência realizada em sala de aula

Expressões como observar, manusear, relacionar, inferir, descobrir, medir, experimentar, surgem no Programa do Ensino Básico como referenciais transdisciplinares a seguir pela Escola, a partir do 1.º Ciclo.
Nos princípios orientadores de Estudo do Meio o programa enuncia que “ao professor cabe a orientação de todo um processo em que os alunos se vão tornando observadores activos com capacidade para descobrir, investigar, experimentar, e aprender”.
Prosseguindo as orientações programáticas e dando continuidade ao estudo dos “cinco sentidos”, a turma C do 2. º ano desenvolveu uma actividade experimental na sala de aula. Depois de recordarem que um dos sentidos é o gosto ou paladar, e que através dele identificamos sabores, entre os ácidos e os doces, a professora colocou os alunos perante uma experiência, para através dela identificarem substâncias ácidas.
Primeiramente exemplificada num cartaz, a experiência foi explicada aos alunos, assim como o material a utilizar e os objectivos a atingir.
A couve-roxa foi utilizada para obtenção do indicador que permitiria identificar se uma substância é ácida ou não, dado o efeito que sofre com alteração de cor.
Seguiu-se a experiência, começando por se ferver a couve-roxa em água, utilizando a água da cozedura (água arroxeada) para identificar as substâncias ácidas.
A experiência constava em verificar de que cor ficava a água arroxeada, quando adicionada ao limão, ao sabão, ao vinagre e ao líquido limpa-vidros. Adicionada a água arroxeada a cada uma destas substâncias, se mudasse para a cor rosa, então estaríamos em presença de uma substância ácida. Foi o que aconteceu com o limão e o vinagre.
No final, em ficha individual devidamente elaborada para registo da experiência, os alunos fizeram o respectivo relatório, e responderam a um pequeno teste de escolha múltipla.
A experiência “O indicador couve roxa” foi realizada em conjunto com os alunos da turma D do 2.º ano.
Esta experiência, e outras, pode ser consultada nos seguintes endereços: “o sítio dos miúdos” ou “ciência em casa”.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Agrupamento de Vila Caiz em “Avaliação Externa”

Desde hoje (11), até sexta-feira próxima (13 de Fevereiro), o Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz (Amarante), ao qual a EB1 e o JI da Torreira pertencem, está submetido a um processo de Avaliação Externa.
No âmbito do sistema de avaliação da educação e do ensino não superior (Lei n.º 31/2002, de 20 de Dezembro), a modalidade de avaliação externa das escolas ou agrupamento de escolas (artigo 8.º) está em vigor há três anos, tendo iniciado em 2006 ainda em fase-piloto. É à Inspecção-Geral da Educação (IGE) que compete levar a efeito esta avaliação, de acordo com o Decreto-Lei n.º 213/2006, de 27 de Outubro (artigo 10.º).
A Avaliação Externa tem como principal objectivo fomentar a auto-avaliação e proporcionar uma oportunidade de progresso para o serviço educativo do Agrupamento. Ao identificar pontos fortes e pontos fracos, bem como oportunidades e constrangimentos, a avaliação externa oferece elementos para melhoria e desenvolvimento do Agrupamento, em articulação com a administração educativa e a comunidade em que se insere.
O processo de avaliação externa ao Agrupamento de Escolas de Vila Caiz está a ser realizado por duas inspectoras da IGE e uma avaliadora externa. A análise dos documentos referenciais do Agrupamento – Regulamento Interno, Projecto Educativo e Plano de Actividades – e a entrevista em painel são seguidas pela equipa de avaliação como métodos para obtenção de informação e para dialogar com a comunidade educativa.
No final dos três dias deste processo, a equipa avaliadora elaborará um relatório sobre o Agrupamento, que servirá como instrumento para reflexão e debate, visando a melhoria da qualidade das aprendizagens dos alunos e o reforço do papel das escolas.
Este relatório de avaliação ao Agrupamento poderá, posteriormente, ser consultado no site da Inspecção-Geral da Educação (IGE).

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Articular a sequencialidade do percurso educativo

De acordo com a Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei n.º 46/86 de 14 de Outubro), a Escola deve proporcionar uma boa «articulação entre os ciclos», criando as condições para que o processo de ensino/aprendizagem decorra numa «perspectiva de unidade global do ensino básico» (número 2 – artigo 8.º).
A progressão das aprendizagens obedece a uma «sequencialidade progressiva» de transição, em que a planificação coordenada entre ciclos contribui para o sucesso da integração dos alunos na escolaridade obrigatória.
De modo a promover e a facilitar a integração dos alunos do ensino pré-escolar no 1.º Ciclo do Ensino Básico, a Escola deve envolver a participação dos dois grupos de docentes (educadoras e professores do 1.º Ciclo) em equipas de trabalho e parcerias orientadas por e para esse mesmo propósito escolar. Os profissionais da educação pré-escolar e do 1.º CEB também têm como missão favorecer a criação de conjunturas propícias a uma articulação efectiva entre os diferentes níveis e as várias etapas da escolaridade.
Para dar forma à sequencialidade do percurso educativo, as especificidades técnico-pedagógicas e as diferenciadas metodologias profissionais de ambos os graus de ensino, deverão ser entendidos por todos como fundamentos substantivos para a realização de um processo de 'articulação' inter-ciclos, integrador, e uma mais-valia do jardim-de-infância e da escola do 1.º Ciclo ao serviço da Educação no Ensino Básico.
Um dos domínios da acção educativa que tem vindo a merecer particular atenção no Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz é, exactamente, o da articulação entre os ciclos, nomeadamente entre ensino Pré-escolar e o 1.º Ciclo. Com esse objectivo, as educadoras e algumas professoras do 1.º Ciclo iniciaram um processo de trabalho conjunto para delinearem estratégias facilitadoras da 'articulação', a serem implementadas nos respectivos estabelecimentos do Agrupamento ainda durante o presente ano lectivo de 2008/2009.
Algumas actividades já começaram a ser desenvolvidas no pólo escolar da Torreira (Fregim). O primeiro recreio conjunto já aconteceu, e correu bem. A educadora Conceição Medeiros, do JI da Torreira, trouxe a sua turma e integrou-a nas brincadeiras dos alunos do 1.º Ciclo. Mas estão em perspectiva a promoção de mais recreios conjuntos, a realização de uma visita ao edifício escolar da EB1, a abordagem do conto de várias formas com a presença de todos, a planificação e execução de experiências em conjunto, no âmbito das Ciências Experimentais.
A começar na próxima semana, quinzenalmente, as crianças do jardim-de-infância irão participar em experiências que vão ser realizadas na turma A do 1.º Ano. Enquanto outros farão a exploração da Biblioteca Digital, com os alunos da turma B do 1.º Ano, usando recurso à utilização do Quadro Interactivo.
Sobretudo para as crianças do JI, mas também para os do 1.º ano, é o início de uma familiarização, que se quer positiva, com as aprendizagens escolares formais que se irão seguir.