segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Projecto especial com uma turma açoriana

Este ano lectivo de 2009/2010, na EB1 da Torreira (Fregim), teve início a execução de um projecto pedagógico especial.
O projecto tem por designação “Conhecer Outra Cidade”.
Iniciado em Novembro, sob orientação da professora do Ensino Especial Ana Martins, esta acção resulta do facto de a docente ter trabalhado nos dois últimos anos lectivos no concelho açoriano da Praia da Vitória, ilha Terceira, e de potenciar junto dos nossos alunos o conhecimento adquirido sobre um contexto sociocultural diverso daquele em que nos encontramos em Fregim-Amarante.
As actividades em curso, no âmbito do projecto, são desenvolvidas com um grupo de alunos com N.E.E. da EB1 da Torreira e com alguns alunos das respectivas turmas onde estão inseridos, desenvolvendo-se em parceria com uma turma da EB1 de Santa Rita, constituída, apenas, por alunos com necessidades educativas especiais.
O projecto consta da troca de trabalhos realizados pelos alunos de ambos os estabelecimentos de ensino com recurso à máquina fotográfica, e visam a divulgação inter-escolas das localidades a que pertencem os dois grupos de alunos.
O primeiro trabalho elaborado pelos alunos da EB1 da Torreira (Fregim), e já enviado por email para a escola dos Açores, foi um powerpoint em que consta a apresentação de alguns dos monumentos do concelho de Amarante, assim como dos Açores também já receberam um interessante documentário que aqui divulgamos.
Conhecer outras realidades, nomeadamente insulares, despertou nos nossos alunos grande interesse pela oficina de fotografia e empenhamento na realização dos trabalhos a fim de corresponderem a este desafio com a turma açoriana. Ao tomarem conhecimento da informação recebida dos alunos açorianos, os nossos alunos mostraram-se muito interessados pelos seus monumentos.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Profissões dramatizadas na sala de aula

Na sala de aula, a expressão dramática proporciona aprendizagens e a consolidação de conteúdos transversais em contextos lúdicos que induzem a criança na criação do seu próprio texto e a tornar-se mais comunicativa, desenvolvendo simultaneamente a criatividade individual e a sua socialização.
A expressão dramática é um recurso e uma estratégia pedagógica da Área das Expressões Artísticas com que se tende a fortalecer a auto-confiança do aluno e a superar alguns bloqueios e inseguranças patentes e muito comuns no decurso das primeiras aprendizagens. Através do imaginário infantil, do maravilhoso e do fantástico, as crianças crescem e desenvolvem mecanismos que as fazem tornar-se mais aptas em todas as suas aprendizagens.
Quando, recentemente, na turma C do 2.º ano os alunos trabalharam o tema “Modos de vida da população/profissões”, a expressão dramática foi a estratégia pedagógica seguida.
Os alunos formaram grupos de profissionais, de acordo com as profissões que escolheram para recrear e, livremente, criaram o seu texto, as suas personagens e os seus adereços. Com a dramatização, seguidamente, recriaram por si o ambiente de trabalho relativo a várias profissões.
A motivação patente nos alunos no decurso da exploração do tema foi uma constante, demonstrando o entusiasmo com que a actividade foi encarada na sala de aula.
O recurso a estratégias diferenciadas, de motivação dos alunos para o ensino/aprendizagem, tem na expressão dramática um domínio privilegiado de concretização prática de alguns conteúdos programáticos.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Assembleia de Escola com um novo formato

A escola proporciona aos alunos contextos de aprendizagem únicos, constituindo experiências onde são ensaiadas as primeiras letras, se fazem as primeiras leituras, se transmitem os principais códigos para a vida, e se preparam os alicerces para que cada um possa ser o melhor dos cidadãos. Nesta perspectiva, a Educação é, também, a essência da cidadania.
Na EB1 e JI da Torreira (Fregim) a Assembleia de Escola (AE) procura cumprir o espaço institucional de responsabilização da cada um perante todos, em que os alunos são levados a reflectir sobre a vida na escola, identificando problemas e tentando encontrar as soluções mais adequadas. Esta iniciativa é preparada no âmbito das duas turmas do 4.º ano de escolaridade, por serem os mais velhos, sob orientação das respectivas professoras.
A segunda Assembleia relativa ao ano lectivo de 2009/2010 realizou-se hoje da parte de tarde, e teve um novo formato.
Na mesa que presidiu à reunião estiveram dois alunos de cada turma, inclusive do pré-escolar, a representar os respectivos colegas, de forma a decorrer mais organizada, sem dispersão e sem barulhos.
A sessão começou com um pequeno sketch, organizado e apresentado pelos alunos da turma H do 4.º ano com que fizeram uma pequena rábula sobre os comportamentos a corrigir, verificados na cantina e no recreio. No final tiraram conclusões de como deverá ser o comportamento adequado. Com pouco tempo de ensaio, esta apresentação funcionou muito bem e agradou a todos que assistiram. Até os mais pequenos do pré-escolar, riram a valer e entenderam bem a mensagem.
Depois, decorreu a reunião, propriamente dita, com uma metodologia diferente. As regras previamente estipuladas pelos alunos e organizadas em grelha foram projectadas num ecran, e os alunos que presidiram à reunião fizeram um balanço sobre o seu cumprimento.
No final, todos os alunos entoaram uma canção com letra criada para o efeito e que continha as regras que devem ser observadas para se ter um bom comportamento.
O novo formato da Assembleia de Escola ficou aprovado no decurso de uma actividade pedagógica que é levada a cabo para proporcionar aprendizagens mais adequadas à educação para os deveres e os direitos dos novos cidadãos.

domingo, 31 de janeiro de 2010

A horta cresceu e tem um espantalho

A horta biológica, que a EB1 e JI da Torreira (Fregim) adoptou este ano lectivo de 2009/10 como projecto pedagógico, continua a crescer com o contributo dos avós e a proporcionar aos alunos aprendizagens singulares relativas ao meio agrícola.
Em frente à escola, com área de aproximadamente 180m2, a horta já tem, praticamente, metade do terreno cultivado. Os produtos próprios desta época e região vão sendo cultivados e, se tudo nascer e crescer, como esperamos, teremos hortaliças suficientes para a confecção de algumas sopas.
Na sexta-feira (22/01), o Sr. António, avô da Leonor da sala 1, semeou cenouras, salsa e alfaces.
Na segunda-feira, foi a vez do Sr. José, avô do Bruno Rafael da turma H do 4.º ano, semear ervilhas e favas. Motivados por esta actividade, os alunos elaboram um inquérito sobre a profissão de agricultor que o Sr. José foi respondendo à medida que ia trabalhando, sob o olhar atento dos alunos. No final, colocaram, também, na horta, um espantalho construído previamente na sala que irá cumprir, com certeza, as funções para as quais foi construído - espantar os pardais.
Na terça-feira, veio o Sr. Manuel, avô da Margarida e da Nádia da turma D do 2.º ano, semear ervilhas e favas e plantou couves. Nessa tarde, ainda veio a mãe do Tiago que plantou meio cento de repolho.
Na quarta-feira, a avó do João, da turma D do 2.º ano, semeou cebolas e plantou cebolo, nabiça couve e repolho.
Na quinta-feira, o Sr. Armando, avô do Tiago da turma E do 3.º ano e do Vasco da sala 1, semeou ervilhas e favas.
Este projecto está a colher muito entusiasmo da parte de todos os alunos. Todos querem participar trazendo o avô ou a avó à escola que, com o seu conhecimento, semeiam e plantam produtos na horta.
Para a semana, é certo que outros avós virão…..

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Histórias contadas, uma estratégia para articulação

Criar contextos propícios a uma articulação efectiva entre pré-escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico é uma das tarefas que compete aos professores de ambos os graus de ensino.
Desde o ano lectivo transacto que, na EB1 e JI da Torreira, a articulação acontece frequentemente nas diversas actividades levadas a efeito pelas educadoras e professores.
Uma actividade de que os alunos gostam muito e que acontece regularmente é a audição de histórias, umas vezes nas salas do pré-escolar outras vezes nas do 1ºCiclo.
Na quarta-feira, a educadora Ana Maria levou os seus alunos à EB1 para assistir à leitura da história, “os sete cabritinhos”, efectuada pela mãe de um aluno da turma B do 1.ºano. No final da história, os alunos, em conjunto, fizeram registos do que ouviram através de desenhos.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

“A ciência vai à escola” na EB1 da Torreira

A faixa etária dos alunos em aprendizagem no 1.º Ciclo do Ensino Básico é, talvez, a mais indicada para despertar nas crianças a curiosidade sobre o mundo nas suas múltiplas variáveis e diversidade, as diferentes maneiras de o observar e de incentivar o interesse pela sua descoberta.
Com o objectivo de estimular os alunos do 1.º Ciclo para o desenvolvimento de actividades experimentais tendo por base o recurso à experimentação do método da ciência, três docentes da Escola Secundária de Amarante — Margarida Pereira, Sílvia Bandarrinha e Eugénia Timóteo, criaram o projecto “A Ciência vai à Escola”, que está a ser implementado na turma F do 3.º ano.
Estabelecido um protocolo entre os Directores do Agrupamento de Escolas de Vila Caiz e da Secundária de Amarante, este projecto iniciado a 18 de Novembro (pp) já conta com várias sessões realizadas em contexto de sala de aula.
Na EB1 da Torreira (Fregim) as actividades pedagógicas relativas ao projecto decorrem no período da manhã, duas vezes por mês, às quartas-feiras.
De acordo com o currículo de Estudo do Meio os alunos estão envolvidos no projecto através da realização de actividades de investigação e práticas experimentais, a partir das quais estão a construir um portefólio com registos das actividades desenvolvidas. No final de cada sessão é proposto aos alunos uma tarefa relacionada com os conteúdos abordados.
O projecto “A Ciência vai à Escola” terá a duração de dois anos (2009-2011) proporcionando o acompanhamento da aprendizagem dos alunos até ao final do ciclo.
Esta é uma nova acção científico-pedagógica levada a efeito na EB1 da Torreira, que registamos como uma mais-valia para o processo da aprendizagem, em que os nossos alunos estão envolvidos.